Davi

Brasília, dia 29 de janeiro. Os 7 mil índios kaingang vivem em pequenas áreas do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e interior de São Paulo. Com a ausência da FUNAI naqueles territórios, perde-se a mediação nas negociações pela posse da terra, facilitando as invasões de empresas e grandes proprietários. Os kaingang estão acampados à frente do Congresso Nacional desde o dia 16 de janeiro.

Kaingang no Planalto Central

Brasília, dia 25 de janeiro. Indígenas de etnias kaingang, paracatu, pataxó e guarani acamparam próximo ao Congresso Nacional, Palácio da Justiça e Ministério da Justiça. Eles pedem a reativação da FUNAI, fechada em diversas regiões, sem a qual fica ainda mais difícil a luta pela terra e o acesso à saúde.

Estado de Atenção

Brasília, dia 24 de janeiro.

Altos e Baixos

Brasília, 21 de janeiro. Acima da rodoviária, a passarela. Da Asa Sul pra Asa Norte, a cidade abre os braços e se mistura.

Choverá

Brasília, dia 19 de janeiro. O sol se põe e um temporal não espera sua hora, varre a cidade com sua cortina de água.

Um Índio

Brasília, dia 18 de janeiro. Dois seres em destaque. Um pé de buriti tombado como patrimônio natural. Um índio catador de latinhas. Ele só toma banho nas fontes aos domingos. "Porque nos outros dias tem muita gente passando." O banho acontece entre o Tribunal de Justiça e o Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.

A Rainha da Paz

Brasília, dia 17 de janeiro. O tempo muda, viaja entre extremos meteorológicos de um dia para o outro. Leva a outra catedral a levitar por segundos. Fenômenos do Planalto Central.

Nave em Repouso

Brasília, dia 16 de janeiro. O fogo se espalha no horizonte. O calor do dia inteiro pode queimar gente, bichos e cerrado. Mas a cidade é imune ao fogo. Suas construções resistem a tudo. Cinquenta anos depois, a capital está em reforma. A Catedral se vestiu de branco e guardou seus vitrais por enquanto.

Chapéu

Brasília, dia 15 de janeiro. Agora a chuva só vem à noite. Mas vem com tanta força que atravessa asfaltos. Só é aparada por grandes escudos epidérmicos naturais.

Dentro das Luzes da Cidade

Brasília, dia 8 de dezembro. Um dia a família cansa da calçada e da venda de balas. Abre o guarda-chuva e rompe o colorido da noite na direção de casa. A chuva para e o futuro não se guarda mais.

À Espera

Brasília, dia 7 de dezembro. Em um ponto difuso entre a escuridão do Cerrado e o Eixo Monumental, passageiros esperam o recolhedor nebuloso.